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Microscópio

Etimologia e origem de Microscópio

Do grego Mikros, pequeno e Skopein, examinar.
O termo foi criado para designar um instrumento que permite observar pequenos objetos.
Galileu descobriu que se dispusessem duas lentes num tubo obteria um aparelho que, olhando de uma das extremidades, permitia a visualização pormenorizada de objetos distantes - o telescópio.
O mesmo aparelho, quando olhado pelo extremo oposto, permitia visibilizar objetos pequenos, invisíveis a olho nu - o microscópio.
É neste ponto que se estabelece uma transição do imensamente grande, para o infinitamente pequeno.
Em 1590, os irmãos holandeses Francis e Zacharias Janssens, construiram o primeiro microscópio óptico composto.
Em 1665, o inglês Robert Hooke, publicou os resultados das suas investigações, realizadas para a Royal Society de Londres, no livro "Micrographia".
Hooke fabricou um microscópio óptico composto bastante mais aperfeiçoado relativamente ao de Jansen e examinou um pedaço de cortiça.
Nela observou numerosas cavidades microscópicas, às quais chamou "poros" ou "células" e que lembram a disposição de um favo de mel.
Antony van Leeuwenhoek (1632-1723) fez algumas das mais importantes descobertas na história da biologia.
Em 1668 aprendeu a polir lentes, uma vez que costumava usar uma lupa para avaliar a qualidade dos tecidos que vendia em sua loja, e fez assim o seu primeiro microscópio.
Há quem diga que teria sido inspirado pelo trabalho de Robert Hooke, após ter visto a capa de uma cópia do Micrographia numa livraria.
Após algumas experiências com microscópios compostos, abandonou o seu uso uma vez que não era exequível uma ampliação superior a 20 ou 30 vezes.
A sua perícia no polimento de lentes permitiu-lhe construir um microscópio óptico simples (apenas com uma lente de boa qualidade) que ampliava mais de 200 vezes.
Foi assim que se tornou um pioneiro na observação de diferentes espécies microscópicas: protistas, algas e bactérias, que desenhou e enviou a Royal Society de Londres.
Os seus microscópios eram individualmente feitos para cada amostra e alguns dos seus "infinitamente pequenos" eram observados com uma ampliação de cerca de 300 vezes, uma façanha considerável, mesmo em comparação com alguns instrumentos modernos.
O microscópio de Hooke, apesar de composto (com uma lente ocular e uma objetiva) apenas tinha um poder ampliador de 30 vezes.
Com a ajuda de um microscópio simples, Leeuwenhoek observou e desenhou os "infinitamente pequenos".