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Útero

Etimologia e origem de Útero

Do latim Uterus, talvez derivado de Uter, saco feito de pele de cabra.
A raiz grega é "hystera".
Poucos órgãos do corpo humano foram aquinhoados com tantos nomes como o útero, quer na linguagem médica, quer na popular.
Na medicina grega o útero recebeu três denominações diferentes: métra, hystéra e delphys.
Melhor nome não poderia haver do que métra para designar o órgão onde se forma um novo ser.
Métra deriva do indo-europeu mater, mãe, fonte e origem da vida.
Métra é encontrado em vários autores clássicos da antiguidade, como Heródoto e Platão.
Hipócrates também dele se utilizou.
Na terminologia médica atual temos diversas palavras formadas com essa raiz grega, tais como metropatia, metrorragia, endométrio, miométrio etc.
Hystéra é o termo mais vezes empregado em escritos médicos, sendo encontrado em várias passagens dos livros de Hipócrates e Galeno.
Chegou até aos nossos dias em seus inúmeros derivados como histerectomia, histeroscopia, histerômetro, histerossalpingografia etc.
Delphys é igualmente encontrado em Hipócrates e Aristóteles como sinônimo de hystéra.
Perdurou em zoologia, na ordem dos marsupiais, chamados didelfos em razão de possuírem útero duplo.
Como malformação congênita decorrente da falta de fusão dos ductos paramesonéfricos, a mulher pode apresentar útero duplo, denominado útero didélfico ou bicorne.
Apesar da pluralidade de nomes que a medicina grega legou aos latinos para nomear tão importante órgão, os romanos criaram mais um, uterus, que predomina na nomenclatura anatômica.
A etimologia da palavra uterus é incerta e admite-se uma forma primitiva no indo-europeu, udero, com o sentido de ventre, que teria evoluído para udaram, em sânscrito, hystéra, em grego, e uterus em latim.
Uma segunda hipótese aventada é que uterus derive de outra palavra latina, uter, que quer dizer odre (recipiente de couro utilizado para guardar água ou vinho).
A palavra uterus foi inicialmente utilizada pelos romanos para designar apenas o útero grávido, o qual lembraria um odre cheio de água pela presença do líquido amniótico.
Posteriormente, passou a nomear o órgão, independentemente do seu estado.
A nomina anatômica relaciona suas partes como: colo do útero, corpo do útero, fundo do útero e cavidade do útero.